segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Demi Moore e Ashton Kutcher são vaiados na SPFW


Esse é meu Brasil...
Ontem, antes do desfile da Colcci, os atores hollywoodianos Demi Moore e Ashton Kutcher foram recebidos com vaias na São Paulo Fashion Week. O casal apareceu após duas horas de atraso no encontro marcado com jornalistas e fotógrafos.
Mas, segundo a colunista da Folha de São Paulo Nina Lemos, a vaia não foi só pelo atraso dos astros, mas para o tratamento, para a marca, para a produção do evento. A imprensa foi recebida com descaso e grosseria pelos seguranças. Jogados em um espaço pequeno, onde eram tratados aos gritos, os profissionais foram mantidos em regime de confinamento (BBB ou SPFW?). Ninguém entrava, ninguém saía, nem para comer, nem para beber água, muito menos para fumar um cigarrinho.
Oi? Isso é maneira de agir com as pessoas que estavam ali para cumprir seu trabalho? Pra que a humilhação? As grandes marcas esquecem que jornalistas são formadores de opinião e as imagens dos fotógrafos repercutem no mundo todo. Pra mim, não se classifica como ‘megaesquema para evitar tumultos’ o tratamento quase bárbaro reservado à imprensa, e sim como desrespeito aos trabalhadores brasileiros.
E depois reclamam das vaias. Estas foram mais do que merecidas.
“A vaia, na verdade, não foi só pelo atraso de Demi e Ashton. Ela foi um grito de liberdade dos humilhados.” (Nina Lemos)

Será o fim de Mubarak?

O ditador egípcio Hosni Mubarak, no poder há 30 anos, parece estar sentindo sua derrocada iminente nos últimos dias. Durante seu governo, o país mais populoso do mundo árabe atingiu índices alarmantes de inflação, desemprego, violência e corrupção. Os jovens saem às ruas para lutar contra o regime inspirados na Revolução de Jasmim - levante popular que derrubou Abdine Ben Ali após 23 anos no comando da Tunísia. A população briga por melhores condições de vida e renovação no sistema político.


A meu ver, esta é uma causa justa, afinal, é inadmissível que em 2011 ainda exista autoritarismo político no mundo. A onda de protestos é inédita no Egito e estava sendo convocada através do uso de celulares, do facebook e do twitter. Assim que percebeu o poder das mídias sociais e da comunicação, o governo mandou bloquear a internet e suspender o sistema telefônico móvel. As informações vêm apenas da TV Estatal. Pois é, ditadura funciona assim mesmo. O ministro da Informação, Anas El Feki, proibiu ontem (30) a rede de televisão Al-Jazeera de operar por lá. A emissora, que é a maior do Qatar, fazia cobertura das manifestações e transmitia em tempo real os movimentos nas ruas.


A oposição egípcia conta com o apoio do ex-chefe da agência nuclear da ONU e Nobel da Paz Mohamed ElBaradei, que será o porta-voz do novo movimento. Seu papel será negociar a renúncia de Mubarak com o próprio ditador. Ontem, o presidente já havia ordenado que o toque de recolher fosse aumentado em uma hora. A partir de hoje, todos devem ficar em casa das 15h às 8h. Pasmem!


Mas os jovens não desistem, ainda bem. O povo quer a queda do presidente e pelo jeito, só vai parar quando conseguir. Além do Egito, Jordânia, Mauritânia, Argélia, Omã e Iêmen registraram protestos inspirados na Revolução de Jasmim. É a luta pela democracia tomando conta do Oriente Médio. Por mim, estão 100% apoiados.


Primeira postagem

Bem-vindos aos meus doces desatinos!